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16/09/2005
Presidente da Câmara exige direito de reposta para afirmações de jornal da cidade

O presidente da Câmara Municipal de Araçatuba, Antônio Edwaldo Costa "Dunga", enviou ofício ao jornal Folha da Região respondendo algumas informações que foram publicadas na coluna "Periscópio", na edição de 14 de setembro de 2005. No comunicado, o presidente questionou várias informações errôneas que foram publicadas pelo jornal. A resposta da Câmara foi publicada na edição de quinta-feira, 15/09, na "Coluna do Leitor" do mesmo jornal, mas foi editada e não saiu na íntegra. Por isso, publicamos hoje, na íntegra, a resposta da Câmara à coluna "Periscópio" do jornal Folha da Região de Araçatuba.



As distorções do Periscópio


São errôneas e desprovidas de fundamento as informações publicadas pela coluna "Periscópio" (14/09, p.A-4) sobre os cortes de despesas da Câmara Municipal de Araçatuba. Usando de evidente má-fé, o repórter Sérgio Guzzi diz que "os vereadores deveriam cobrar da presidência a prestação de contas mensal desde o início do ano". Se tivesse utilizado a elementar norma jornalística de ouvir os dois lados da questão, teria sido informado que a Câmara encaminha - até o dia 20 de cada mês - o seu balancete à Prefeitura Municipal e ao Tribunal de Contas, além de ser fiscalizada in loco por técnicos do TC. E a partir do ano que vem vai participar do Projeto Auditoria Eletrônica de Órgãos Públicos, cujo objetivo é disponibilizar para todos os envolvidos no processo de fiscalização, um banco de dados contendo informações de cada órgão, em especial de sua contabilidade. Esses dados serão disponibilizados, via Internet, para o público em geral.

A nota do Periscópio diz ainda que não há dinheiro para papel sulfite, xerox e tinta de impressora. Dá a impressão de que estamos em estado de penúria, quando na verdade trata-se de uma medida de economia. A Câmara disponibiliza mensalmente para cada gabinete uma quota de 500 fotocópias, envio de 600 cartas simples e mais R$ 1.500 para outras despesas, além de bancar o custo das ligações telefônicas. Já não é o bastante? Ou o colunista ainda acha pouco? É preciso controlar, sim, os gastos. Se as empresas privadas controlam até suas ligações telefônicas, porque não fazer também o mesmo nas empresas públicas?

Finalmente, usando de um velho artifício de que recebeu "ligação de um leitor", o repórter Sérgio Guzzi questiona os gastos da TV Câmara. Seria recomendável que esta coluna- mantendo sua tradição de bem informar - solicitasse nome, telefone e endereço dos leitores que escrevem ou ligam para fazer questionamentos. Essa norma é seguida pelos principais órgãos de imprensa deste País. Evitaria as distorções vindas de "fontes" altamente suspeitas, que servem de oráculo para o repórter e de informações errôneas para os leitores. Em suma, informações encomendadas, escondidas sob o subterfúgio de pedidos do "leitores" anônimos. Não é do perfil deste conceituado jornal recorrer a recursos desse tipo, que, infelizmente, está virando norma na coluna "Periscópio".

Sobre a TV Câmara, gostaria de esclarecer que se trata da emissora que mais produz programas próprios hoje em Araçatuba e região tem sua programação voltada para a comunidade. Foi elogiada publicamente por nomes insuspeitos do jornalismo brasileiro como Fiori Giglioti e Hermano Henning e proprietário de emissora, como Chaim Zaher. Tem apenas sete funcionários e dois estagiários. Produz um programa de auditório, o "Clic na Cuca", cujo programa similar produzido pela TV Cultura é feito por 75 funcionários. Se estamos economizando, por que incomodamos tanto esta coluna?


Antônio Edwaldo Costa "Dunga" Presidente da Câmara Municipal de Araçatuba

Araçatuba, 14 de setembro de 2005.
Fonte: Assessora de Comunicação - Fátima Mantello
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