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Notícias
02/04/2007
Câmara recebe integrantes do MST e prefeito adia despejo

Foi uma lição de cidadania. Cerca de 300 integrantes do Movimento Sem Terra (MST) estiveram ontem à noite (02/04) no plenário da Câmara Municipal de Araçatuba, durante a sessão ordinária, pedindo a intervenção dos vereadores para adiar o despejo das famílias do acampamento "Chico Mendes", que deveria ocorrer nesta terça-feira (03/04). Ao vivo, eles puderam fazer suas reivindicações pela TV Câmara. E, de outro ponto da cidade, assistindo a transmissão, o prefeito Jorge Maluly Neto, resolveu adiar o despejo.

O presidente da Câmara, Antônio Edwaldo Costa, o "Dunga", transformou a sessão em informal e abriu espaço de 10 minutos para o pronunciamento do líder dos sem terra, Sérgio Pantaleão. Ele explicou aos vereadores a espera das famílias por um pedaço de terra e pediu a intervenção da Câmara para evitar o despejo determinado pela Justiça, com base em um pedido da Prefeitura de Araçatuba.

O prefeito Municipal, Jorge Maluly Neto, que acompanhava a sessão, ao vivo, pela TV Câmara, ligou no mesmo instante para a Câmara para informar que concordava com um prazo de mais 90 dias para as famílias continuarem no acampamento, até que a situação seja resolvida pela Justiça e pelo Incra.

Os trabalhadores Sem Terra comemoraram a intervenção da Câmara e nesta terça-feira seus representantes vão se reunir com o procurador jurídico da Prefeitura, vereadores Cabo Claudino e Edval dos Santos e um representante do Departamento Jurídico da Câmara.

Em seu pronunciamento, o líder sem terra Sérgio Pantaleão, informou aos vereadores que 350 famílias estão acampadas na estrada municipal Córrego Azul há cerca de dois anos. Há cerca de uma semana, 60 famílias conseguiram uma área já desapropriada pelo Incra. As demais aguardam na beira da estrada a conclusão do processo de desapropriação das fazendas Araçá e Aracanguá. Essas fazendas já foram vistoriadas e consideradas próprias para a Reforma Agrária. Numa delas, inclusive, o Incra já pagou indenização de R$ 44 milhões.

A Prefeitura pediu à Justiça a retirada das famílias por causa dos riscos que elas correm vivendo às margens da estrada onde circulam diariamente centenas de caminhões, especialmente os que transportam cana-de-açucar.

Os sem terra querem um prazo maior para permanecer no local até que seja finalizado o processo de desapropriação dessas fazendas.

O presidente da Câmara encerrou a fase informal da sessão elogiando o comportamento dos sem terra e destacando que o diálogo é o melhor caminho para a solução dos problemas do município.

Fonte: Assessoria de Comunicação: Fernando Sávio
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